Fala mamãe – Camila

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Minha filha está com 2 anos e meio e, eu tenho 29 anos. Quando engravidei estava passando por um momento complicado da minha vida, tinha acabado de me mudar de volta para a casa dos meus pais após 3 anos morando sozinha, tinha pedido transferência no trabalho e estava em um momento todo novo da minha vida, porém estava tudo errado, tudo complicado. Eu não estava bem, estava tendo problemas pra me adaptar aos novos ambientes, me acomodar na casa dos meus pais, enfim… A gravidez foi uma notícia maravilhosa em meio ao caos que eu vivia no começo de 2012.

Passei os 9 meses chorando muito porque fiquei sensível como nunca imaginei que eu pudesse ficar. Também fiquei inchada a ponto de precisar ir de chinelo (um chinelo “de festa”, mas era chinelo) ao casamento de uma amiga porque sapato nenhum entrava no meu pé gordo. Teria passado muito frio na barriga porque blusa nenhuma cobria toda aquela circunferência, mas por sorte a gravidez aumenta muito a temperatura do corpo e eu fiquei super calorenta. Os mosquitos também incomodavam muito e eu descobri que eles são atraídos pelo calor do corpo e, como a gestante fica com o corpo mais quente, elas viram o alvo preferido deles.

Parece que a gravidez foi só chateação pra mim, né? Em partes foi. Apesar da alegria de estar me tornando mãe, os nove meses de espera não foram nada fáceis e eu não sinto saudade nenhuma dessa época. Mas tive bons momentos. Como, por exemplo, a primeira vez que minha bebê mexeu. Foi uma sensação estranha, mas muito gostosa e, pra sorte do pai dela, ele estava presente na hora, a primeira roupinha que eu comprei (um body branco de regatinha, um body vermelho de manga longa e um par de meias brancas, minúsculas), os dois chás de bebê que tive com amigos e família, poder entrar nos bancos e ter atendimento prioritário e lugar garantido pra sentar (ah, é bom, vai!), ver a barriga crescer mês a mês, ouvir o coração dela batendo no ultrassom, ver a carinha dela no último ultrassom, descobrir que eu teria a Alice que sempre sonhei e não o Théo que eu tinha certeza que seria… e, principalmente, o dia do nascimento dela. Foi o momento mais feliz de toda a gestação.

Quando a Alice nasceu eu não tinha muita certeza ainda se eu saberia ser uma boa mãe. De vez em quando essa dúvida bate, e me pergunto se estou fazendo as escolhas certas, se ela está crescendo da melhor forma. Mas só fico nessa dúvida até chegar em casa e ela me receber com o maior abraço do mundo que ela pode dar com aqueles braços tão curtinhos de criança. Olho pra ela dormindo após um dia estressante quando ela resolve não me obedecer, e percebo que é só uma fase e ela é mesmo uma criança abençoada, exatamente como sempre quis.

Eu erro como mãe. Vou errar muito ainda. Da mesma forma que minha mãe erra e vai errar muito ainda. Toda mãe erra. Mas aprendi que, se a mãe erra, mas cuida do filho com amor, está apenas sendo humana, tentando aprender e se superar a cada dia. Ser mãe não é sinônimo de ser perfeita. Mas, estranhamente, sei que sou a mãe perfeita pra minha filha.

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