Enfim…20

20

A vida passou tão rápido, hoje é dia de bolo, guaraná e muitos doces pra mim. Cheguei na casinha do 2 como eu costumo dizer, isso dói…me enche de medos e insegurança. Ainda ontem eu era uma teenager!

A partir de hoje não me sentirei desconfortável quando me verem com meu filho e ficarem me perguntando a minha idade como se fosse um crime ter filho cedo. A partir de hoje os planos mudam, roupas e sapatos deixam de ser prioridade, vamos dar espaço aos anti-rugas (sqn).

Queria todos os meus melhores amigos aqui comemorando comigo, mas nem sei mais quem sobrou desta loucura que foi a adolescência. Nesta curta existência já tive tantos bffs e eles não podiam ter me abandonado, eu sei, eu também não precisava ter me enchido de compromissos e os deixado de lado. A um ano a nostalgia do ensino médio, do verão e do cheiro de grama da casa da minha amiga não me abandonam, essa saudade de todo mundo me mata. Mas não quero ser a chata que fica todos os dias no whats: – sdds <3.

Tenho medo de fazer aquela faxina dentro de mim e tudo se perder, mesmo tirando apenas os sentimentos que não me servem mais… Este vazio me torturaria mais ainda. Se passou tanto tempo desde os verões na casa da Michele jogando bola e comendo bolo, tanto tempos desde as idas na praça aos sábados. Saudade é um saco!!

Acho que já esta na hora de aprender que o que passou, passou… Foi, já era. Daqui pra frente eu não quero mais ficar imaginando como seria ter todo mundo por perto. Não quero me martirizar por termos nos afastado.

Estes 20 anos me ensinaram tanta coisa (menos fritar ovo), foi bom perder o medo de ser quem eu sou, foi ainda mais maravilhoso encontrar alguém no meio da multidão. Na verdade no meio do tumulto da minha adolescência, ou melhor, da minha existência. O Ramón sempre esteve por perto, a gente só não queria se permitir. A vida me ensinou isso também, que é bom se jogar de cabeça, que é bom aprender a confiar em alguém e principalmente a não magoar quem eu realmente amo. No meio de todo o caos nos damos as mãos. E foi assim que me tornei esta mulher. Foi bom ter alguém ao meu lado me encorajando e me fazendo seguir, me mostrando que mesmo caindo ele estaria ali para me amparar.

E minha vó então, deve estar toda boba, com 20 anos Angel tem casa, filho, marido e o principal: um trabalho. É tão bom essa sensação de ter feito algo certo.

Nem nos melhores sonhos me imaginei chegando até aqui e com tantas realizações. Se foi ruim chegar até aqui, o que importa é que cheguei. Tô bem, tô feliz e por aqui me descobri.

A sensação do autoconhecimento é maravilhosa. A um ano entrei em vários conflitos comigo mesma na busca de meu autoconhecimento e foi simplesmente maravilhoso. Embaraçoso mas magnifico. A busca pelo verdadeiro EU ainda não terminou, aliás nunca acaba, mas já passei a me amar mais.

E se eu pudesse fazer diferente?! Não faria, queria viver de novo cada segundo de tudo que eu passei, tiveram coisas horríveis, sim, mas me ajudaram a ser forte a crescer e todas as loucuras me ensinaram que é bom viver e é bom estar viva.

A sensação de ter ficado tão velha de uma hora para outra toma conta provavelmente pelo fato do Arthur estar com quase 3 anos…não sei onde eu estava que esse tempo passou tão rápido, o medo é inevitável.

As bebedeiras dos finais de semana deram lugar a tardes de chá ou pipoca e filme com o amor. As saias e vestidinhos deram lugar às minhas bermudas mega confortáveis, muitas vezes de moletom. Não tô um trapo, não… Só me sinto mais confortável agora.


Seria bom descobrir que todos leram este post, que cada um lembrou de pelo menos um dia comigo nestes 20 anos. E a quem começou a acompanhar o blog a pouco tempo: sente-se e fique à vontade, mas aperte os cintos que a loucura aqui é sem limites hahahas.

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