E agora??!

A gente vai se acomodando, não percebe, mas vai caindo na rotina. A amizade reina em um lar onde antes viviam dois amantes pecaminosos.

A gente não deseja que tudo acabe, sonha passar décadas e mais décadas ao lado de quem tanto amamos. Amamos tanto que um dia o amor vira comodismo e nem percebemos.

A sensação de segurança ao lado do outro nos faz ter medo do novo, nos faz ter pânico de dar o primeiro passo no escuro. Encerramos a história, colocamos um ponto final. Um agoniante ponto final.

A sensação de sufocamento demora para passar e temos muito medo de começar a escrever outra história.

Eu estou com medo agora, depois de ver alguém que eu amei sete anos se tornar apenas um amigo (apenas não, o MEU MELHOR AMIGO). Mas seguimos, seguimos juntos dividindo os medos dessa nova fase, dividindo as descobertas e principalmente mantendo a amizade e o respeito.

Sete anos atrás eu não imaginava que aquele guri maravilhoso se tornaria o pai do meu filho. Que passaríamos por T-U-D-O o que já passamos, mas eu sabia que te levaria do meu lado para o resto da vida, independente do que acontecesse. E assim se fez!

Ainda existe sentimento. Afinal, são sete anos. Ainda existe medo, ciúmes, amor.

Por dois anos dividimos amor, angústias e descobertas aqui no FALA GORDA, e por muito tempo ainda será assim. Vai que um dia vire as loucuras da vida a cinco (haha). Espero que possamos encontrar pessoas que nos amem e nos façam tão bem quanto fizemos um ao outro. E que entenda que os princípios com que formamos essa família vão além de ver o filho apenas uma vez por semana ou dar um dinheiro pro cacho de banana, haha.

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