Criação com apego

Um dos assuntos sobre maternidade mais falados dos últimos tempos sem dúvidas é a CRIAÇÃO COM APEGO.

Quando eu li o significado da frase, eu fiquei tipo: OIIIII

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Nada mais é do que tu dar AMOR e ter DEDICAÇÃO ao teu filho.

Sim, isso mesmo! Sem mais delongas!

A criação com apego requer o que aqui em casa consideramos o básico da convivência: Amor.

Há quem diga que este “método” deixa as crianças mais manhosas e mais dependentes dos pais.

Ok, até certo ponto. É obvio que uma criança até no minimo 12 anos será dependente dos pais… Desde fazer as coisas por eles e com eles no caso de bebês e crianças, até lembrá-los de fazer sozinho depois dos oito anos.

Grande praticante desta tal CRIAÇÃO COM APEGO, me pergunto como outros pais criam seus filhos sem ensiná-los a dar e receber amor. Sim gente, tem pessoas que tem mais dificuldade de se abrir ao sentimento mais lindo do mundo, e provavelmente essas pessoas são assim pois não foram ensinadas demonstrar afeto.

Pais de primeira viagem sofrem muito com a arrogância de terceiros, que se acham no direito de orientá-los a não deixar a criança ganhar um brinquedo novo por que pode ficar mal acostumada, bebês recém-nascidos são deixados em caminhas ou carrinhos por que todo mundo tem aquela tia que fica falando por HORAS que se der colo vai ficar manhoso.

OIIIIIIII?

Praticantes da criação com apego são pais que se privam e livram de muitas coisas pensando nos seus filhos, que leem rótulos, procuram verdureiro, deixam até de usar microondas.

As mães se preparam a gravidez inteirinha para o momento mágico (mesmo sendo quase impossível passar por ele e achá-lo lindo). Escolhem sempre o que fará a diferença para a criança.

Com quantos anos podemos tirar a chupeta? Sera que o material dessa mamadeira é bom mesmo? Será que esse travesseiro é bom? Parece frescura, não parece????!

Pois te digo, é amor! É, sim, amor.

Quando eu descobri que estava grávida entendi que por no minimo 20 anos teria que criar outro ser vivo, entendi a enorme loucura que é ser responsavel por alguém.

Transformei as noites do Ramón em um inferno contando tudo o que eu mais odiava na paternidade e fazendo ele jurar que nunca seria o tipo de pai que acha que dar umas moedas para o filho já é grande coisa.

Se tem algo de infância que sou traumatizada é com a tal figura paterna. Meu papai está bem meu amigo agora e super participativo da minha vida, mas eu ainda carrego o discurso de que nunca superei o fato dele não ser um “PAI DE VERDADE”.

Frustrações à parte, eu dou colo sim, dou beijo sim, deixo dormir na minha cama sim. Gente quem em sã consciência consegue negar amor a uma criança. É claro que criança faz birra, pelo amor né, até eu faria se soubesse que tem duas pessoas que movem o mundo por mim. A gente da limite, mas não coloca um muro alto no amor e no carinho. Quer ensinar, ensina… Mas faz isso com carinho. Fala manso, senta do ladinho, dá um abraço quando chora por besteira. Tem dias que eu desabo e quero colo, quero atenção, não é por que a criança não “faz nada” que não possa se sentir assim também. A vida faz isso, faz a gente crescer, faz a gente ser independente. Tu não precisa criar uma criança a gritos e bofetadas, se fizer isso ela vai passar isso aos outros.

E por último, o mais importante: EDUCAÇÃO! Não é por que eu dou colo e beijinho que meu filho sera mal educado, pelo contrário! Se tem algo que ele aprendeu foi a ser educado, e ele cobra isso de nós, cobra um obrigado, bom dia, boa aula.

Essa geração tem tudo para dar certo assim como a nossa que foi influente, pensa bem se quer criar alguém para crescer e ser um babaca como estes que tu vê aí no teu Facebook.

E vocês, o que acham?

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