Arthur em: Adolescência da infância

Terrible-Twos

Sempre achei feio, terrível e horrível crianças fazendo manha, gritando esperneando e chamando a atenção. Como assim essas mães não dão educação e limites para estas crianças? Onde já se viu deixar jogar tudo no mercado e fazer a maior cena?

Sabe aquela expressão bem vulgar e batida que muita gente fala: A língua é o chicote da bunda.

Pois é, o Arthur nasceu e eu descobri que não era culpa das mães, nem do pai, nem da vó e sim de uma etapa da infância. Claro que tem criança que extrapola né, mas TODO MUNDO PASSA POR ESTA FASE de fazer manha, fazer birra e chamar a atenção.

Não os julguem (assim como eu), eles ainda não sabem lidar com seus sentimentos seus limites suas emoções.

A TERRIBLE TWOS  é a adolescência da criança, é tudo tão novo, mágico e confuso.

Os shows começam desde a troca de fralda até um simples passeio.

A troca de fraldas era o momento mais dificil (SÉRIO): ele não parava de se mexer, queria pular na cama e brincar, mas como o Arthur frequenta a creche desde cedo os shows nas trocas de fralda não duraram muito tempo (lá as tias não dão moleza).

Comer era super difícil, tinha que ficar andando com o prato pela casa atrás do Arthur esperando que ele comesse.

Ir no mercado era um pesadelo, pois ele queria tudo. se não desse abria o choro, todo mundo ficava olhando e cochichando (assim como eu fazia anos atrás).

Quando tinha visita ou íamos na casa de alguém o show estava completo, não preciso nem citar os momentos frustantes.

Foi difícil lidar com isso?

Sim e muito, eu até sabia que isso era uma fase (já havia pesquisado), mas eles te colocam em cada saia justa que olha…é difícil manter a calma e tentar acalma-lo e explicar por que não pode, por que não deve, sofri.

O NÃO era/é motivo de “desconforto” como se não pudéssemos contrária-lo , mas a verdade é que para uma criança pequena, filho único que sempre foi o centro do universo ser contrariado é frustante, ele não conhece os limites não sabe até que ponto vai a paciência o bom senso e a liberdade. Nem sempre é um teste para os pais, normalmente é um teste para eles mesmos sobre essa nova fase de amadurecimento.

Contamos muito com a ajuda das tias da creche que sim foram uns anjos, com seus conselhos e boa vontade.

Creio eu que estamos abandonando está fase maluca (acredite Arthur tem 2 anos e 1 semana), as brigas pararam um pouco, não se joga mais no chão, tem consciência de que vai se machucar se fizer algumas coisas (tipo escalar a janela, ou descer para a “lavanderia” com a motoca em alta velocidade).

Ainda não SUPER aceita um não… resiste um pouco, mas acaba colaborando.

 

E vocês, já passaram por isso?

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